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Resenhas

Aventuras de Alice no País das Maravilhas & Através do Espelho, JZE, 303 pp., 2002

01/11/2007 - Lewis Carroll

Alice no País das Maravilhas foi uma estória contada pelo escritor à menina chamada Alice Liddell, a seu pedido, durante um passeio de barco por um rio, em uma tarde de julho de 1862. Assim começa: Alice estava cansada de pouco fazer, quando, de repente, passa um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa rumo a uma toca. Para não perdê-lo de vista, enfiou-se no buraco, caindo por muito tempo, até chegar a um monte de gravetos e folhas secas, sem sequer se machucar. Encontrou uma chave de ouro no meio de um salão repleto de portas, mas nenhuma servia. Encontrou também uma garrafa com um líquido, e pôs-se a tomar e em seguida a encolher (a primeira vez, das doze, que mudou de tamanho). Achou também um bolo, e para sua surpresa, ao comê-lo, começou a crescer. Foi quando se questionou sobre quem era, explodindo em choro até que suas lágrimas formassem uma grande lagoa. Foi aí que Alice começou seus intermináveis diálogos com diversos animais. Todos molhados, resolveram tomar uma atitude para se secar, e fizeram então uma corrida em comitê, onde todos corriam e paravam quando queriam. Mesmo assim, todos ganharam prêmios. Em círculo, passaram a ouvir uma estória contada pelo camundongo (um poema temático que falava de um júri). Depois de um novo episódio de choro motivado por um desentendimento com o camundongo, Alice resolveu beber novamente, até que ficou entalada no cômodo onde estava. Seguiram-se grandes esforços de toda a bicharada para tirá-la daquele lugar, e a estratégia foi despejar sobre ela bolinhos que, ingeridos, a fariam diminuir de tamanho: “A primeira coisa que tenho a fazer é voltar para o meu tamanho de novo; e a segunda é chegar àquele jardim encantador” (pp. 41-2). Outro encontro foi com uma lagarta que repousava sobre um cogumelo. Trocaram poemas (desconcertados, pois Alice não se lembrava deles), e ficou sabendo, pela lagarta, que a ingesta do cogumelo também a faria crescer ou encolher, dependendo do lado que comesse. Todas essas mudanças já a estavam deixando desorientada. Sua próxima investida foi uma visita à casa da Duquesa (uma mulher muito feia), que morava com a cozinheira, um gato sorridente e um bebê – Alice, para seu desconcerto, acabou descobrindo, ao embalá-lo, que se tratava de um bebê-porco. Na frente da casa havia uma mesa onde a Lebre e o Chapeleiro tomavam chá. Alice integrou o grupo e passaram a uma conversa maluca, cheia de enigmas e de perguntas sem respostas. Cheia de enigmas também foi a sua convivência com o baralho, que tinha na rainha uma pessoa má que mandava decapitar a todos. A Duquesa de então fez questão que Alice conhecesse a Tartaruga Falsa, que passou a conversar de uma forma confusa, num troca-letras constante (acontece que a Tartaruga também achava as estórias que Alice contava “um disparate descomunal”, p. 103).  Alice também participou, como testemunha, de um tribunal onde os personagens eram as cartas do baralho. O réu era o Valete, e era acusado de ter escrito coisas sem sentido, e pior, não ter assinado. A Rainha má foi vociferante: “Cortem-lhe a cabeça!” Ao defender o Valete e tentar impedir sua decapitação, o baralho se ergueu sobre ela, e num gesto de ira e medo, gritou repelindo-os. Assim acaba a estória: Alice acordou do sonho no colo da irmã, voltando do País das Maravilhas.

 

Sumário

 

Introdução à 1ª Edição (The Annotated Alice)

Introdução à 2ª Edição (More Annotated Alice)

Sobre esta edição (Alice: Edição Comentada)

Aventuras de Alice no País das Maravilhas

Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá

Episódio Inédito: “O Marimbondo de Peruca”

Esboços originais de Tenniel

Nota sobre as Sociedades Lewis Carroll

Bibliografia selecionada

Alice nas Relas, por David Schaefer

Sobre Carroll, Tenniel e Gardner

 

 

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