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Resenhas

Acompañamiento Terapéutico - Lo cotidiano, las redes y sus interlocutores, Polemos, 222 pp., 2007

01/05/2009 - Gustavo Pablo Rossi

Acompanhamento Terapêutico é um termo que nos remete inicialmente à década de 1920, quando enfermeiras usavam de grande habilidade para chegar ao paciente através de sua família e de seu domicílio, dedicando-lhe atenção e cuidados. Seus germes já se esboçavam na Espanha na década de 1930 e na Argentina na década de 1950. O Acompanhamento Terapêutico, longe de ser um espaço forjado por apelo comercial, foi decorrente da necessidade da clínica psiquiátrica. Nas palavras de Osvaldo Delgado, trata-se da “clínica entre vários” (p. 15), um lugar onde é imperiosa a reorganização. Isso vai da necessidade subjetiva, como oferecer a escuta em momentos “inadequados” ou mesmo acompanhar o paciente para atravessar a porta do hospital (na entrada e/ou na saída de uma internação) às necessidades objetivas, como lembrar a data de pagamento da conta de energia elétrica. Gustavo Pablo Rossi assim define o AT às páginas 44 e 45: “Es un recurso clínico especializado que opera desde un abordaje psicoterapéutico, en forma articulada con el profesional o el equipo terapéutico que lo indica. Se incluye en el tratamiento interdisciplinario de pacientes severamente perturbados, en situaciones de crisis o emergencias, y en caos recurrentemente problemáticos o que no son abordables para las estrategias psicoterapéuticas clásicas”. Tempo, dedicação, preparo teórico e pessoal, capacidade de interlocução clínica, paciência (respeito ao tempo do outro), e sobretudo, capacidade de testemunhar a singularidade daquele que se reintegra, são condições essenciais para esse exercício, que vem ganhando terreno por sua demanda e importância clínica. Se, como afirma Daniel Matusevich, “el primer objetivo de la internación es la externación” (p. 163), então o sistema e os profissionais de saúde devem pensar também no acolhimento a cada sujeito depois que atravessar o portal institucional.

 

Índice

 

Prólogo

Juan Carlos Stagnaro

 Introducción

Lo cotidiano y sus interlocuciones

 PRIMERA PARTE

 Capítulo 1

Historia y desarrollos del Acompañamiento Terapéutico

 Capítulo 2

Características de la práctica: funciones habituales, encuadre, restricciones

 Capítulo 3

La construcción del caso en el Acompañamiento Terapéutico. Indicaciones

 Capítulo 4

Instancias de trabajo en relación al proyecto de tratamiento

 SEGUNDA PARTE

 Capítulo 5

Sus articulaciones con el dispositivo psicoanalítico. Táctica, estrategia y política

 Capítulo 6

El sujeto en el Acompañamiento y la cuestión de la transferencia. Las presencias terapéuticas, entre lo público y lo íntimo

 Capítulo 7

El acompañamiento terapéutico con niños y adolescentes

 Capítulo 8

Acompañamiento terapéutico en la internación psiquiátrica. Daniel Matusevich

 Capítulo 9

Acompañamiento Terapéutico en la Vejez. Carolina Vairo, Martín Ruiz, Daniel Matusevich

 Capítulo 10

Una clínica entre varios. Entrecruzamientos. Osvaldo Delgado

 Capítulo 11

Acompañamiento Terapéutico y Políticas en Salud Mental. Una Red que no sea anónima.

 Bibliografía

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