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Resenhas

O Conceito de Angústia, Hemus, 194 pp., 2007.

01/03/2009 - Soren Kierkegaard

O filósofo e teólogo dinamarquês Soren Kierkegaard é por muitos considerado o pai do existencialismo cristão. Em O Conceito de Angústia (1844), buscou construir uma relação dialética entre o pecado original e a angustia. O prefácio firmado pelo autor sob o pseudônimo Vigilius Haufniensis, traz, por que não, a receita teológica para lidar com a angústia: “A cada homem de uma mesma geração, tal como a cada dia, basta o seu tormento” (p. 13). Para construir sua tese, traçou algumas hipótesis que consideraram a desconceitualização do pecado, arrancando-o da área do conhecimento e introduzindo-o nos trilhos da Ética. Poder-se-ia dizer que é sobre ese trilho que o autor estabelece a segurança para a evitação do pecado. Acrescenta algo importante: “existe, ao mesmo tempo, outra coisa que, entretanto, não é perturbação nem luta, porque não existe nada contra que lutar. O que existe então? Nada. Que efeito produz, porém, este nada? Esse nada dá nascimento à angústia” (p. 50). Ao par pecado – angústia, a sexualidade atua como um terceiro que vem instaurar a culpa e assegurar a perpetuação do pecado. Se a epistemologia e a ciência são incapazes de explicar o pecado e sua concepção, é somente através do sintoma que a repressão pode ser desmantelada e ganhar nova proposição. A angústia produz pecado e este a angustia - retroalimentações deste gênero abundam no texto, talvez com a intenção de buscar definir uma origen, uma trajetória e um objeto. Mas, à página 89, fala da ambiguidade que a cerca: “o ser, em sua angústia, não de ser culpado, porém de passar a sê-lo, faz culpado”. Instiga com a relação oposta da realidade e da culpabilidade, da repetitiva angústia e de sua apetitosa renúncia, e apresenta a fé como a única via salvadora desse estado.

 

Sumário

 

Prefácio

 

Introdução

Em que sentido o assunto de nossa investigação constitui problema que interessa à psicologia e em que sentido o estudo psicológico dele justamente reenvia para a dogmática

Notas

 

Capítulo I

A angústia, condição que precede o pecado original e é meio antiquado para explicar a sua origem

§ 1º - Indicações Históricas a Respeito do Conceito de Pecado Original

§ 2º - O Conceito de Pecado Original

§ 3º - O Conceito de Inocência

§4º - O Conceito de Queda

§5º - O Conceito de Angústia

§6º - A Angústia, Condição Antecipada do Pecado Original e Processo Antiquado para Explicar a sua Origem

Notas

 

Capítulo  II

A angústia considerada na progressão do pecado original

§ 1º - A Angústia Objetiva

§ 2º - A Angústia Subjetiva

I. O efeito da geração

II. O efeito dos dados históricos

Notas

 

Capítulo III

A angústia como resultado do pecado de não se conquistar a consciência do pecado

§ 1º - A Angústia na Aespiritualidade

§ 2º - A Angústia e sua Atitude Dialética diante do Destino

§ 3º - A Angústia e sua Atitude Dialética diante da Culpa

Notas

 

Capítulo IV

A angústia do pecado ou a angústia como conseqüência do pecado no indivíduo

§ 1º - A Angústia do Mal

§ 2º - A Angústia do Bem (o Demoníaco)

I. A perda psicossomática da liberdade

II. A perda pneumática da liberdade

Notas

 

Capítulo V

A angústia como salvação pela fé

Notas

 

 

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